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Situação da economia mundial e perspectivas é tema do último painel do Congresso Brasileiro do Aço

O novo Presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Albano Chagas Vieira, encerrou hoje o 23º Congresso Brasileiro do Aço destacando os principais temas que estiveram em debate durante os três dias de evento e anunciou que a 24ª edição do Congresso já tem data marcada: será entre os dias 2 e 4 de julho de 2013, quando o Aço Brasil completará 50 anos.

Segundo Albano, os debates evidenciaram que o mundo não se desenvolve sem o aço e que a desindustrialização no país é uma realidade. Sobre as discussões em torno do tema Economia Verde, o presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil enfatizou que o momento é de mudança da visão essencialmente ambientalista para a de desenvolvimento sustentável.

Nos últimos três dias, mais de 2500 pessoas, entre congressistas e visitantes, passaram pelo Congresso Brasileiro do Aço – 23ª edição e pela Expoaço 2012, realizado no Transamérica ExpoCenter, em São Paulo.

No último painel do Congresso Brasileiro do Aço - 23ª edição, o professor da Universidade de Chicago e ex-economista chefe do FMI, Raghuram Rajan, foi o conferencista convidado e apresentou para o público um panorama da situação da economia mundial e perspectivas para o futuro. Rajan falou sobre a atual situação dos Estados Unidos, da Europa, da China e das economias emergentes, com foco no Brasil.

“A economia mundial está desacelerando e o espaço para manobras políticas de estímulo está limitado”, disse Rajan. Segundo o economista, os governos devem tomar decisões sensatas para conduzir a situação diante dos esgotamentos dos modelos econômicos aplicados pelos países até então. “Os políticos europeus precisam estar adiante da crise. É preciso mudar o padrão de crescimento impulsionado por dívidas e empréstimos para o financiamento do desenvolvimento econômico. Isso acabou”.

Os países emergentes também estão em plena transição de crescimento, segundo Rajan. “Os mercados emergentes estão vendo que suas fórmulas, como a dependência da exportação, estão no fim. A China está passando por uma transição entre o crescimento por meio do investimento para o crescimento por meio do consumo, mas deve enfrentar questões culturais e políticas internas. O Brasil e a Índia precisam fazer o inverso: focar agora o investimento em infraestrutura e capital humano, em detrimento do consumo”.

Para Rajan, a falta de credibilidade, particularmente do setor bancário, e a resistência em os países mais afetados pela crise na Zona do Euro abrirem mão de sua soberania para participar de programas econômicos supranacionais são as maiores causas do impasse em que se encontra a Europa atualmente. “É necessário fazer uma profunda reforma estrutural, incluindo a estabilidade bancária. Mas isso requer um volume enorme de capital”, explicou. “Enquanto isso, países como a Espanha estão hesitando em entrar em programas econômicos monitorados pelo FMI e pela União Europeia temendo perder sua soberania. Essa decisão provoca a resistência da Alemanha - o único país que pode financiar os outros em dificuldade – em emprestar dinheiro sem a garantia desses países de seguir as regras da austeridade econômica.”

Sobre os Estados Unidos, o economista registrou que o país está mais saudável, apesar do crescimento mais lento. “A produtividade está mais alta. Com a redução de desemprego, a receita dos trabalhadores aumentou. Os lançamentos no mercado imobiliário diminuíram, mas a demanda é forte por novas construções”, analisou.

Já a China está passando por transições em sua forma de crescimento. Com os investimentos em infraestrutura, criou-se uma demanda por aço, cobre e outros materiais. As vendas de terra, que eram fonte de renda para o governo, estão chegando ao fim. O foco agora é em consumo, com elevação, a médio prazo, da cadeia de valor com produtos mais elaborados. “O país deve investir mais também nas províncias do Oeste, que estão em desenvolvimento”.

Depois da apresentação de Rajan, um debate reuniu o coordenador geral da Ação Empresarial, Josué Christiano Gomes da Silva, e o economista chefe do Bradesco, Octavio de Barros. Gomes da Silva disse que é necessário que os países da Europa cedam sua soberania para criar uma união fiscal. Sobre o Brasil, destacou que a situação é boa com o incremento da construção civil e um setor agrícola pujante. “No entanto, é necessário um investimento maciço em infraestrutura.”

Já Octavio de Barros abordou a desaceleração mundial da economia. “Todos os países do mundo vão crescer menos em 2012 que em 2011”, disse. Chamou atenção também para a sobreoferta de produtos manufaturados no mundo com 500 milhões de toneladas por ano a mais, gerando ociosidade de produção. Barros também registrou duas “falhas” de visão dos economistas sobre a situação brasileira. “Subestimamos o impacto da crise industrial na economia e superestimamos o peso do investimento público em 2012”.

Fotos: www.argosfoto.com.br (acessar sala de imprensa)

23ª edição do Congresso Brasileiro do Aço & ExpoAço 2012
Organização: Instituto Aço Brasil
Data: 26 a 28 de junho de 2012
Local: Transamérica Expo Center, SP
Site: www.acobrasil.org.br/congresso2012

Mais informações:
Trevo
Sylvia Lima sylvia.lima@trevocomunicativa.com.br (21) 2544-6203 / 9959-3929

Instituto Aço Brasil
Carolina Wayand- carolina.wayand@acobrasil.org.br (21) 3445-6378 / 9378-3883
Rafael Silva - rafael.silva@acobrasil.org.br (21) 3445-6307 / 8442-5698

 

 

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Em paralelo ao Congresso acontecerá a ExpoAço 2012, feira de negócios com cerca de 3.700 m² de área construída. Empresas siderúrgicas, mineradoras, fornecedoras de equipamentos, serviços e inovações tecnológicas para a cadeia produtiva do aço estarão presentes nesta área. Além dos congressistas, os expositores receberão visitantes, que terão acesso gratuito a feira.